O que nos incomoda ou alegra hoje, pode nos fazer falta amanhã.
Chegará o dia que não precisaremos preparar mamadeiras.
Não mais teremos fraldas a trocar.
Chegará o dia que nossos braços não terão mais pequenos a carregar.
Não mais passaremos longas horas nas madrugadas esperando a febre cessar.
Chegará o dia em que não mais buscaremos boletins nas escolas.
Não veremos mais riscos pelas paredes de nossa sala.
Chegará o dia que desejaremos que alguém discorde de nosso ponto de vista.
E que espere a nossa chegada de longas viagens.
Chegará o dia em que teremos tempo de sobra para ouvir e compreender.
Não mais gastaremos nosso 13º na compra de material escolar.
Chegará o dia em que não mais teremos de pedir colaboração na arrumação da casa.
Nem na escolha sensata de amigos e roupas que vestir.
Chegará o dia que não mais lavaremos roupas ou preparemos alimentos especiais para satisfazer gostos variados.
Não mais encontraremos brinquedos ou livros espalhados por todos os lugares.
Chegará o dia em que a casa parecerá vazia e perceberemos que tudo se foi.
Não mais ouviremos risos pelo corredor e nem veremos camas a serem arrumadas. Os objetos ficarão onde estão.
Chegará o dia que não teremos mais ninguém para pertubar a" nossa paz " .
Não ouviremos mais as frases: "Brinca comigo! Vem mais cedo hoje! Não vai trabalhar! Não me deixa sozinho Mãe, Pai... cadê meu brinquedinho?..."
Chegará um dia em que muito em nossa vida vai mudar.
Um dia não mais ouviremos todas aquelas palavras, a não ser aquele silêncio dizendo: " Crescemos!!!"

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